sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dados mostram que Antártida e Groenlândia passam por degelo acelerado

Os mantos de gelo da Antártida e da Groenlândia estão em derretimento acelerado e perderam 4 trilhões de toneladas nas últimas duas décadas. O valor representa 20% da água que causou um aumento de 55 mm no nível dos mares nesse período.
Os números vêm de um mutirão científico que produziu um número de consenso, ao reunir dados que antes pareciam discordantes.

Ian Joughin/Divulgação/Science
Canal formado por derretimento de gelo na Groenlândia
Canal formado por derretimento de gelo na Groenlândia
Num estudo descrevendo o trabalho na revista "Science", os autores afirmam que o resultado é compatível com o cenário de aquecimento global e que o problema deve se agravar nas próximas décadas, apesar de ainda não ser possível dizer o quanto.
"Nossa estimativa é duas vezes mais precisa do que a apresentada pelo IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática] em seu ultimo relatório, graças a inclusão de mais dados de satélite", disse Andrew Shepherd, climatólogo da Universidade de Leeds (Reino Unido) que liderou o estudo.
O trabalho todo reuniu 47 cientistas de 26 laboratórios e cruzou informações coletadas por dez satélites, usando quatro técnicas diferentes.
A situação mais preocupante, segundo o estudo, é na Groenlândia, onde a redução do manto de gelo é dois terços do total global. Na Antártida, a porção oriental do continente teve um tênue aumento em seu manto, mas as perdas ocorridas no lado ocidental foram muito maiores, fazendo o saldo ficar negativo.
A perda de massas continentais de gelo ainda é um componente menor dentro dos fenômenos que contribuem para o aumento no nível do mar. O fator que mais influencia a subida da linha d'água é a expansão térmica: quando a água se aquece, ocupa maior volume. Mas isso pode, e deve, mudar.
"A Groenlândia perde massa cinco vezes mais rápido hoje do que no início dos anos 1990", diz o geocientista Erik Ivins, da Nasa, co-líder do estudo.
"A Antártida parecia estar mais ou menos constante, mas na última década aparentemente sofreu uma aceleração de 50% na taxa de perda de gelo."

Ian Joughin/Divulgação/Science
Rachaduras no gelo da Antártida, ao longo da costa Amundsen
Rachaduras no gelo da Antártida, ao longo da costa Amundsen
Em entrevista coletiva anteontem, porém, os autores do estudo se disseram incapazes de prever quão rápido isso deve acontecer.
INCERTEZAS
Simulações de computador que tentam prever o aumento total do nível do mar até 2100 em razão do aquecimento global variam radicalmente. O último relatório do IPCC trabalha com uma variação entre 20 cm e 60 cm, mas previsões recentes mais sofisticadas indicam que o nível do mar pode subir de 75 cm a 1,85 metro neste século.
Os dados publicados hoje na "Science" vão permitir a criação de modelos com menos incerteza.
Mesmo que a taxa de degelo na Antártida e na Groenlândia siga sem acelerar, há razão para preocupação.
"Com 11 mm de aumento no nível de um oceano inteiro, a massa adicional de água que pode atingir um litoral durante uma tempestade aumenta muito", diz Ivens.
"E, quando há mais massa numa onda no mar, a capacidade dessa onda de transportar energia muda. O processo é bem mais complicado."

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress


http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1193455-dados-mostram-que-antartida-e-groenlandia-passam-por-degelo-acelerado.shtml 

Reportagem que achamos interessante

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/videos/assistir.htm?video=pesquisa-mais-completa-em-polos-mostra-aceleracao-no-degelo-04028C9C3866E4894326
 Veja isso :)

Mais um vídeo.

Não sei se entra em nosso assunto, mas é bem interessante *-* 

Vídeo novo *-*


A interferência humana

A influência do homem nos processos de alteração do clima da região e do mundo divide os cientistas. Quanto ao impacto ambiental decorrente da presença humana no continente, acordos internacionais garantem uma satisfatória segurança. As missões instaladas na Antártica se caracterizam pelo baixo impacto ambiental. O esgoto e o lixo são tratados e levados de volta para os continentes de origem, enquanto a matéria orgânica é queimada. Entretanto, os efeitos da ação do homem sobre o continente e os reflexos para o clima no Globo ainda geram muitas dúvidas.
É interessante registrar que tanto as causas naturais como aquelas atribuídas ás atividades humanas estão contempladas nos modelos usados pelos cientistas para reproduzir, de modo geral, a curva de evolução das temperaturas do século 20. Verificou-se que as forçantes antrópicas são o fator dominante entre os anos 1970-2000. Por outro lado, se as modelagens usassem apenas as causas naturais (solar e vulcânica) o cenário provável seria um resfriamento e não um aquecimento global. 
O ser humano interfere no meio ambiente de forma direta e indireta. Nas suas interações com o ambiente, o homem, desvia os cursos dos rios e oceanos, modifica o espaço físico com a construção de casas, prédios, pontes e estradas, além de intervir na flora e na fauna.
CONCLUSÃO
A medida que o homem foi adaptando o meio ambiente às suas exigências progressistas, criando vacinas, meios de transportes, novas habitações, aparelhos sofisticados, novas formas de energia, explorando desordenadamente os recursos naturais, foi causando impactos e poluindo o ambiente
.

http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Interferencia-Humana-No-Meio-Ambiente/172035.html

Interferência humana


A Antártica é um continente com quase 14 milhões de km², recoberto por gelo em 99,5% de sua área, com espessura que chega a atingir quase 5000 metros. O volume de gelo é de 25 milhões de quilômetros cúbicos, o que o torna a maior fonte de água potável e um dos maiores dissipadores de calor do Planeta.

A influência do homem nos processos de alteração do clima da região e do mundo divide os cientistas. Quanto ao impacto ambiental decorrente da presença humana no continente, acordos internacionais garantem uma satisfatória segurança. As missões instaladas na Antártica se caracterizam pelo baixo impacto ambiental. O esgoto e o lixo são tratados e levados de volta para os continentes de origem, enquanto a matéria orgânica é queimada.

Entretanto, os efeitos da ação do homem sobre o continente e os reflexos para o clima no Globo ainda geram muitas dúvidas. O professor Carlos Alberto Garcia, físico e pesquisador da Fundação Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FURGS), dedica-se à oceanografia de altas latitudes, como a dos pólos. Para ele, antes de qualquer tentativa de estudo sobre a interferência humana no meio ambiente, é necessário conhecer a ‘variabilidade natural’ dos ecossistemas. “Para entendermos as mudanças no meio ambiente, antes de tudo precisamos entender o próprio meio ambiente”, afirma.

Atualmente ele investiga a possibilidade das águas profundas antárticas passarem por um processo de aquecimento. “Com esse panorama de aquecimento global, verificamos, especialmente nessas regiões, uma tendência dessas águas de fundo apresentarem um aquecimento médio. Alguns pesquisadores já chegaram a análises que apontam para isso”. Segundo ele, se for verificada essa tendência no processo de formação das águas profundas, a reversão do quadro é ainda mais complicada do que a reversão de processos atmosféricos, pois os processos marítimos, em comparação com os climáticos, são mais lentos tanto para ocorrerem como para ser corrigidos.

O trabalho do professor Jefferson Simões também aponta para uma expressiva influência do homem na região antártica e no clima global. No final de 2004, ele foi o primeiro brasileiro a atravessar, por via terrestre, o continente e chegar ao Pólo Sul Geográfico, um dos pontos mais remotos do Planeta. Durante o trajeto, Simões coletou amostras de gelo antártico a cada dois graus de latitude (220 km de distância), em profundidades que chegavam a 50 metros. A análise do material irá permitir estudar variações em parâmetros ambientais como temperatura, vestígios de explosões vulcânicas, processos de desertificação global, padrões de circulação da atmosfera e dos oceanos e transporte de poluentes para a Antártica, por exemplo.

O cruzamento desses dados com os coletados por cerca de 20 outras equipes internacionais indicam fatos surpreendentes. A análise de camadas de gelo antártico - algumas retiradas há mais de 3,5 mil metros de profundidade - aponta, por exemplo, que, desde a Revolução Industrial, há 200 anos, as concentrações de gás carbônico e metano na atmosfera aumentaram, respectivamente, 36% e 130%. Segundo os especialistas, esses resultados mostram que a concentração de gases causadores do efeito estufa na atmosfera nunca foi tão alta ao longo dos últimos 420 mil anos, evidenciando, assim, a origem artificial desses gases.

Nota da Redação

O primeiro brasileiro a pisar o Pólo Sul foi o professor Rubens Junqueira Vilella, em 17 de novembro de 1961. Na verdade a reportagem cita uma travessia a pé em direção ao pólo sul geográfico e neste caso, confirmamos também que Júlio Fiadi, já esteve lá em 2001.

OI OI :)

Então o blog também é sobre a interferência humana no meio ambiente. Como vocês já viram , tem alguns posts sobre a interferência humana perdidos por ai. Vamos postar mais algumas coisas sobre este assunto.  Tchau e bom dia.