sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Massas de ar


 As massas de ar são poções espessas e individualizadas do ar atmosférico que possuem características particulares de pressão, temperatura e umidade relativamente iguais às do local de origem. Ao se deslocar, entram em contato com massas vizinhas, cujas diferentes propriedades evitam a mistura entre essas. O encontro de duas massas de ar chama-se frente. São quentes quando ocorre o fluxo de ar quente; do contrário, são frias. Essas extensas camadas atmosféricas têm a capacidade de se mover para outras latitudes. Durante esse deslocamento, vão perdendo suas peculiaridades iniciais, até se dissiparem por completo, bem como alterando as condições climáticas dos locais por onde passam. 


Ventos


Ventos: Quando uma superfície é aquecida devido à incidência direta dos raios solares sobre o solo, o calor irradia-se para o ar acima dela, constituindo posteriormente um centro de baixa pressão ou ciclone. Estando uma camada contígua menos aquecida, o ar sobre essa estará mais frio e carregado, formando um centro de alta pressão ou anticiclone. À medida que o ar dilatado inicia um movimento ascendente e atinge os limites da troposfera, o ar mais denso, na área anticiclonal, desloca-se em direção à superfície a fim de ocupar o lugar do fluido em ascensão. Essa movimentação do ar atmosférico em uma direção forma os ventos, oriundos das diferenças de pressão e de temperatura em um determinado. O instrumento que mede a velocidade ou intensidade dos ventos chama-se anemômetro, enquanto o aparelho que indica a direção dos ventos é o anemoscópio. Devido a um efeito ocasionado pelo movimento de rotação da Terra, o efeito de Coriolis, os ventos nas faixas intertropicais sopram no sentido leste-oeste no hemisfério sul, e no sentido oeste-leste no hemisfério norte.

Ceticismo climático




 

Emissões de gases do efeito estufa per capita em 2000, incluindo mudanças de uso da terra. Emissões de gases do efeito estufa por país em 2000, incluindo mudanças de uso de terra.
A expressão ceticismo climático faz referência ao pensamento daqueles que negam a existência do aqueci
mento global ou, ao menos, negam que os seres humanos tenham um papel representativo nesse fenôme
no.
O aumento na publicidade de descobertas científicas ao redor do aquecimento global resultou em debates
 políticos e econômicos.Regiões pobres, particularmente a África, aparecem em grande risco nos efeitos
 projetados pelo aquecimento global, embora suas emissões sejam muito pequenas quando comparadas
ao mundo desenvolvido. A isenção de países em desenvolvimento das restrições do Protocolo de kyoto
 foram usadas para justificar o não-rateio pelos Estados Unidos da América e pela Australia (desde então
 a Austrália ratificou o Protocolo de Kyoto).
Outro ponto de disputa é o grau que deve ser esperado para países recentemente industrializados como India
 e China reduzirem suas emissões. Os EUA sustentam que, se eles devem sofrer o custo de reduzir as
emissões, então a China deve fazer o mesmo já que as emissões nacionais totais de CO2 da China agora
ultrapassam as dos Estados Unidos.A China defende que é "menos obrigada" a reduzir as emissões, já que
 sua responsabilidade per capita de emissões per capita são menores do que a dos EUA.A India, também
 indicada, tem restrições menos graves.
Em 20072008, o Gallup Polls pesquisou 127 países. Mais de um terço da população mundial não estava
 familiarizada com o aquecimento global, com países em desenvolvimento menos familiarizados do que os
 desenvolvidos, e a zona da África é a parte menos familiarizada. Daqueles familiarizados, a zona da América 
Latina leva à crença de que as mudanças na temperatura são resultados da ação humana, enquanto as
zonas da África, partes daÁsia e do Oriente Médio e alguns países da extinta União Soviética levam a uma
 crença oposta.No ocidente político, opiniões sobre a teoria e repostas apropriadas estão divididas. Nick
Pidgeon, da Universidade Cardiff, descobriu que "resultados mostram os diferentes estágios de compromisso
 sobre o aquecimento global em cada lado do Atlântico"; em que a Europa debate respostas apropriadas,
enquanto os Estados Unidos debatem se o aquecimento global está acontecendo.
Debates avaliam os benefícios de limitar as emissões industriais de gases do efeito estufa contra os custos
 que tais alterações podem acarretar.Usando incentivos econômicos, energia alternativa e renovável foi
 proposta para reduzir as emissões e criar infraestrutura. Organizações centradas em negócio como o
 Competitive Enterprise Institute, comentaristas conservativos e companhias como a ExxonMobil
desconsideram os cenários de mudança de clima da IPCCcientistas discordam do "consenso científico"
 e fornecem suas próprias projeções do custo econômico de controles ainda firmes.Organizações ambientais
 enfatizam mudanças no clima atual e os riscos que elas trazem, enquanto promovem a adoção de mudanças
nas necessidades infraestruturais e reduções nas emissões.Algumas companhias de combustível fóssil têm
 diminuído seus esforços nos anos recentes, ou pedido políticas para reduzir o aquecimento global.
Muitos estudos ligam crescimento populacional com emissões e o efeito nas mudanças climáticasCéticos
 sobre o aquecimento global nas comunidades científica e política disputam a teoria na sua totalidade ou em
parte, questionando se o aquecimento global está realmente acontecendo, se a atividade humana contribuiu significativamente e qual a sua magnitude. Céticos proeminentes do aquecimento global incluem Richard LindzenFred SingerPatrick MichaelsBjørn LomborgJohn ChristyStephen McIntyre e Robert Balling.

Fenômenos Climáticos – Mudanças Climáticas X Aquecimento Global



ESCLARECENDO ALGUNS CONCEITOS
  • TEMPO E CLIMA
É muito comum haver confusão entre o que é tempo e o que é clima. Porém, estes são dois fenômenos diferentes, mesmo que se encontrem inter-relacionados.
No dia-a-dia, a previsão do tempo é a estimativa do que se espera que ocorra em termos de temperatura e de precipitação pluvial em um curto período. Nesse sentido o tempo está constantemente mudando: em um certo dia pode fazer sol pela manhã, mas chover pela noite ou podemos ter uma semana chuvosa e outra ensolarada. Já a sucessão dos tipos de tempo registrados por um determinado período é o clima. Assim, para definir o clima com maior exatidão, é necessário considerar a média das variáveis climáticas em um longo período.
  • AQUECIMENTO GLOBAL OU MUDANÇAS CLIMÁTICAS?
As mudanças do clima e o aquecimento global estão inter-relacionados, mas não são o mesmo fenômeno. Como vimos, é natural que a Terra passe por alterações climáticas, esfriando e esquentando em diferentes momentos. Em séculos passados, lagos ficaram anos congelados na Europa e longos períodos de clima estável foram sucedidos por glaciações. Outra confusão comum é pensar que qualquer evento atípico ou extremo é resultado da mudança do clima. Se, por exemplo, há um inverno muito rigoroso, ou um período muito quente, isso não significa que esteja ocorrendo uma mudança climática, pois na história do planeta sempre houve extremos de frio e de calor, independentemente desse tipo de fenômeno.
Já o aquecimento global, no contexto dos debates atuais, é realmente um aumento da temperatura além do natural – e da capacidade da atmosfera em reter calor. Em resumo, a questão do aquecimento da Terra está diretamente relacionada à quantidade de energia que entra (via radiação solar) e sai (via calor) da Terra.
Aí entra em cena a polêmica sobre as causas desse aquecimento: qual parcela diz respeito às causas naturais e qual resulta da contribuição das atividades humanas, com o progressivo aumento na concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera nos últimos 150 anos.
O que já mudou?
Um enorme número de observações experimentais de vários parâmetros ambientais foi compilado pela equipe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que investigou as alterações climáticas em curso em nosso planeta. Variações na temperatura média, nos padrões de precipitação pluvial, na área coberta por neve, no nível do mar e em muitos outros parâmetros ambientais foram analisadas detalhadamente. As conclusões indicam que, dentro de um índice de confiabilidade de 95%, o clima de nosso planeta está efetivamente sendo alterado.
O aumento médio da temperatura global é de 0,76ºC em relação a 1850, o que significa que algumas regiões sofreram elevações muito maiores. Regiões do Ártico tiveram aquecimento da ordem de 2ºC. Ao longo dos últimos 14 anos, foram observados os 12 anos mais quentes em uma longa série de 650 milênios.
Tal aumento de temperatura ocasionou a elevação do nível do mar, devido à própria expansão térmica da água, além do derretimento de geleiras e da água congelada da Antártica, do Ártico e da Groenlândia. A cobertura de neve no hemisfério norte sofreu uma redução significativa.
 
Figura 1 - Nos últimos anos tem aumentado o número de ursos polares que morrem afogados devido à exaustão após se afastarem de seu habitat natural levados por icebergs. 
Figura 1 - Nos últimos anos tem aumentado o número de ursos polares que morrem afogados devido à exaustão após se afastarem de seu habitat natural levados por icebergs.
Fatores que influem na Mudança Climática:
Quando buscamos entender como ocorrem as alterações do equilíbrio climático, descobrimos que podem ser causadas por quatro fatores principais. Três deles dizem respeito a mudanças no nível de concentração, na atmosfera, de elementos muito importantes: os gases de efeito estufa, os aerossóis e a radiação solar. O quarto fator diz respeito a transformações nas características da superfície terrestre.
Apesar de o clima variar naturalmente, resultados de pesquisas constataram que o aumento substancial nas concentrações globais de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso deve-se, desde 1750, às atividades humanas – principalmente emissões devido ao uso de combustíveis fósseis e a mudanças de uso do sol.

Efeito Estufa


Do total de raios solares que atingem o planeta, quase 50% ficam retidos na atmosfera; o restante, que alcança a superfície terrestre, aquece e irradia calor. Esse processo é chamado de efeito estufa.

Apesar de o efeito estufa ser figurado como algo ruim, é um evento natural que favorece a proliferação da vida no planeta Terra. O efeito estufa tem como finalidade impedir que a Terra esfrie demais, pois se a Terra tivesse a temperatura muito baixa, certamente não teríamos tantas variedades de vida. Contudo, recentemente, estudos realizados por pesquisadores e cientistas, principalmente no século XX, têm indicado que as ações antrópicas (ações do homem) têm agravado esse processo por meio de emissão de gases na atmosfera, especialmente o CO2.

O dióxido de carbono (CO2) é produzido a partir da queima de combustíveis fósseis usados em veículos automotores movidos à gasolina e óleo diesel. Esse não é o único agente que contribui para emissão de gases, existem outros como as queimadas em florestas, pastagens e lavouras após a colheita.

Com o intenso crescimento da emissão de gases e também de poeira que vão para a atmosfera, certamente a temperatura do ar terá um aumento de aproximadamente 2ºC em médio prazo. Caso não haja um retrocesso na emissão de gases, esse fenômeno ocasionará uma infinidade de modificações no espaço natural e, automaticamente, na vida do homem. Dentre muitas, as principais são:

• Mudanças climáticas drásticas, onde lugares de temperaturas extremamente frias sofrem elevações e áreas úmidas enfrentam períodos de estiagem. Além disso, o fenômeno pode levar áreas cultiváveis e férteis a entrar em um processo de desertificação.
• Aumento significativo na incidência de grandes tempestades, furacões ou tufões e tornados.
• Perda de espécies da fauna e flora em distintos domínios naturais do planeta.
• Contribuir para o derretimento das calotas de gelo localizadas nos polos e, consequentemente, provocar uma elevação global nos níveis dos oceanos.

O tema "efeito estufa" é bem difundido nos mais variados meios de comunicação do mundo, além de revistas científicas e livros, no entanto a explicação é razoavelmente simples. Em razão de os gases se acumularem na atmosfera, a irradiação de calor da superfície fica retida na atmosfera e o calor não é lançado para o espaço; dessa forma, essa retenção provoca o efeito estufa artificial. Abaixo um esboço de como ocorre o efeito estufa natural e artificial ou provocado pelo homem.

Desertificação


No dia 17 de junho, de todos os anos, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.

A Desertificação é definida como processo de destruição do potencial produtivo da terra nas regiões de clima árido, semi-árido e sub-úmido seco. O problema vem sendo detectado desde os anos 30, nos Estados Unidos, quando intensos processos de destruição da vegetação e solos ocorreu no Meio Oeste americano.
Muitas outras situações consideradas como graves problemas de desertificação foram sendo detectadas ao longo do tempo em vários países do mundo. América Latina, Ásia, Europa, África e Austrália oferecem exemplos de áreas onde o homem, através do uso inadequado e/ou intensivo da terra, destruiu os recursos e transformou terras férteis em desertos ecológicos e econômicos.
A medida que o estudo sobre a origem dos desertos evoluiu, surgiram conceitos a respeito do assunto:
Deserto: região de clima árido; a evaporação potencial é maior que a precipitação média anual. Caracteriza-se por apresentar solos ressequidos; cobertura vegetal esparsa, presença de xerófilas e plantas temporárias.
Desertificação: origina-se pela intensa pressão exercida por atividades humanas sobre ecossistemas frágeis, cuja capacidade de regeneração é baixa.
Processo de desertificação: diz respeito a atividade predatória que irá conduzir a formação de desertos.
Área de desertificação: é a área onde o fenômeno já se manifesta.
Área propensa à desertificação: área onde a fragilidade do ecossistema favorece o processo de instalação da desertificação.
Deserto específico: a desertificação já se manifesta em grau máximo.

As causas mais freqüentes da desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água no desenvolvimento de atividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planejada e no desmatamento indiscriminado.
Principais problemas:
  • Vulnerabilidade às secas, que impactam diretamente a agricultura de sequeiro e pecuária
  • Fraca capacidade de reorganizar a estrutura produtiva do sertão
  • Desmatamento resultante da pecuária extensiva e do uso de madeira para fins energéticos
  • Problemas graves de desertificação já identificados
  • Sinalização dos solos decorrente do manejo inadequado na agricultura e no pastoreio
  • Perda de dinamismo de atividades industriais e comerciais
  • Precária conservação da infra-estrutura rodoviária
  • Precário atendimento dos serviços de comunicação
  • Precário sistema de difusão tecnológica
  • Baixa produção científica e tecnológica para as necessidades do semi-árido
  • Deficiência nos níveis de capacitação da mão-de-obra rural, industrial e do comércio
  • Fragilidade institucional
  • Gestão municipal sem planejamento e comprometimento com objetivos a longo prazo.
A desertificação ocorre em mais de 100 países do mundo. Por isso é considerada um problema global. No Brasil existem quatro áreas, que são chamadas núcleos de desertificação, onde é intensa a degradação. Elas somam 18,7 mil km² e se localizam nos municípios de Gilbués, no Piauí; Seridó, no Rio Grande do Norte; Irauçuba, no Ceará e Cabrobó, em Pernambuco. As regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, também chamadas de terras secas, ocupam mais de 37% de toda a superfície do planeta, abrigando mais de 1 bilhão de pessoas, ou seja, 1/6 da população mundial, cujos indicadores são de baixo nível de renda, baixo padrão tecnológico, baixo nível de escolaridade e ingestão de proteínas abaixo dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde - OMS. Mas a sua evolução ocorre em cada lugar de modo específico e apresenta dinâmicas influenciadas por esses lugares.
As regiões sul-americana e caribenha têm inúmeros países com expressivas áreas de seus territórios com problemas de desertificação. Os mais significativos são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Peru e México.

Possíveis causas da desertificação podem ser apuradas.
O desmatamento, que além de comprometer a biodiversidade, deixa os solos descobertos e expostos à erosão, ocorre como resultado das atividades econômicas, seja para fins de agricultura de sequeiro ou irrigada, seja para a pecuária, quando a vegetação nativa é substituída por pasto, seja diretamente para o uso da madeira como fonte de energia (lenha e carvão).
O uso intensivo do solo, sem descanso e sem técnicas de conservação, provoca erosão e compromete a produtividade, repercutindo diretamente na situação econômica do agricultor. A cada ano, a colheita diminui, e também a possibilidade de ter reservas de alimento para o período de estiagem. É comum verificar-se, no semi-árido, a atividade da pecuária ser desenvolvida sem considerar a capacidade de suporte da região, o que pressiona tanto pasto nativo como plantado, além de tornar o solo endurecido, compacto.
A irrigação mal conduzida provoca a salinização dos solos, inviabilizando algumas áreas e perímetros irrigados do semi-árido, o problema tem sido provocado tanto pelo tipo de sistema de irrigação, muitas vezes inadequado às características do solo, quanto, principalmente, pela maneira como a atividade é executada, fazendo mais uma molhação do que irrigando.
Além de serem correlacionados, esses problemas desencadeiam outros, de extrema gravidade para a região. É o caso do assoreamento de cursos d'água e reservatórios, provocado pela erosão, que, por sua vez, é desencadeada pelo desmatamento e por atividades econômicas desenvolvidas sem cuidados com o meio ambiente.

Conseqüências da desertificação:
  • Natureza ambiental e climática
Como perda de biodiversidade (flora e fauna), a perda de solos por erosão, a diminuição da disponibilidade de recursos hídricos, resultado tanto dos fatores climáticos adversos quando do mau e a perda da capacidade produtiva dos solos em razão da baixa umidade provocada, também, pelo manejo inadequado da cobertura vegetal.
  • Natureza social
Abandono das terras por partes das populações mais pobres, a diminuição da qualidade de vida e aumento da mortalidade infantil, a diminuição da expectativa de vida da população e a desestruturação das famílias como unidades produtivas. Acrescente-se, também, o crescimento da pobreza urbana devido às migrações, a desorganização das cidades, o aumento da poluição e problemas ambientais urbanos.
  • Natureza econômica
Destacam-se a queda na produtividade e produção agrícolas, a diminuição da renda do consumo das populações, dificuldade de manter uma oferta de produtos agrícolas de maneira constante, de modo a atender os mercados regional e nacional, sobretudo a agricultura de sequeiro que é mais dependente dos fatores climáticos.
  • Natureza político institucional
Há uma perda da capacidade produtiva do Estado, sobretudo no meio rural, que repercute diretamente na arrecadação de impostos e na circulação da renda e, por outro lado, criam-se novas demandas sociais que extrapolam a capacidade do Estado de atendê-las.

As áreas desertificadas brasileiras apresentam características geoclimáticas e ecológicas, as quais contribuíram para que o processo fosse acelerado. Diversas regiões brasileiras padecem deste problema, como por exemplo:
  • Semi-árido
Sua área total é de aproximadamente 1.150.662 Km² o que corresponde a 74,30% da superfície nordestina e 13,52% do Brasil.
  • Bahia
Corresponde a 9,3% da superfície estadual (52,5 mil Km²) em processo de desertificação. Localiza-se na margem direita do rio São Francisco abrangendo o sertão de Paulo Afonso.
  • Pernambuco
Dados (Sema 1986) mostram que cerca de 25 Km² (25%) do estado estão tomados pela desertificação atingindo os municípios de Itacombira, Cabrobó, Salgueiro e Parnamirim.
  • Piauí
1.241 Km² da área piauiense encontram-se em acelerado processo de desertificação, exemplo deste fenômeno pode ser visto na região de Chapadas do Vale do Gurgéia, município de Gilbués.
  • Sergipe
Estão em processo de desertificação no Sergipe cerca de 223Km².
  • Rio Grande do Norte
Representa 40% do estado tomado pela desertificação; a intensiva extração de argila e a retirada da cobertura vegetal para a obtenção de lenha para as olarias acelera ainda mais o processo.
  • Ceará
A área desertificada corresponde a 1.451 Km² no município de Irauçuba.
  • Paraíba
A região do semi-árido é a mais propensa ao processo de desertificação, principalmente onde os solos são utilizados de maneira irracional. A desertificação atinge cerca de 27.750 Km² (49,2%), abrangendo 68 municípios.
  • Amazônia
Também apresenta áreas em processo de savanização decorrentes de desmatamentos indiscriminados.
  • Rondônia
Corre grande risco de início do processo de desertificação; várias áreas são desmatadas para fins agrícolas e ocupação indiscriminada do solo.
  • Paraná
Apresenta problemas de degradação nas áreas de ocorrência do arenito Caiuá; a agricultura é praticada sem haver uma preocupação com o manejo e a conservação do solo, problema acentuado pela devastação de florestas nativas.
  • Mato Grosso do Sul
O processo ocorre principalmente na região sudoeste do estado, área de ocorrência do Arenito Caiuá, apresentando aspectos avançados de degradação (50 mil hectares).
  • São Paulo
Dados da SEMA de 1986 já identificavam que, aproximadamente 70% das áreas agriculturáveis do estado estavam tomadas por intenso processo erosivo.
  • Rio Grande do Sul
Área do sudoeste do estado como os municípios de Alegrete, São Francisco de Assis, Santana do Livramento, Rosário do Sul, Uruguaiana, Quaraí, Santiago e Cacequí são atingidos pela desertificação. Outras áreas passíveis de degradação estão presentes no sul-riograndense, em especial onde predominam os solos originários do Arenito Botucatu; faz-se necessário um estudo de capacidade de uso, conservação e manejo para que tais áreas não iniciem rapidamente o processo de degradador.
  • Minas Gerais
De acordo com estudos realizados, 12.862 Km² estão propensos à desertificação, sendo divididos em 3 áreas:
I - engloba as bacias dos rios Abaeté, Borrachudo e Indaiá na região centro-oeste do estado (11.446 Km²).
II - ocorre na bacia do rio Gorotuba, região centro-norte ocupando 42 Km² de área.
III - localizada nas bacias dos Médios e Baixos São Pedro e São Domingos compreendendo 1.375 Km² de área.
Diante de tudo o que foi abordado, conclui-se que o processo de recuperação de uma área desertificada é complexo, pois necessita de ações capazes de controlar, prevenir e recuperar as áreas degradadas. Paralelamente a estas ações, cabe uma maior conscientização política, econômica e social no sentido de minimizar e/ou combater a erosão, a salinização, o assoreamento entre outros.
Está previsto no Capítulo 12 da Agenda 21, a criação de seis áreas-programas para combate a desertificação com ações regionais.

Fonte: CAVALCANTI, E. Para Compreender a Desertificação: Uma abordagem didática e integrada. Instituto Desert. Julho de 2001.http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agropecuario/artigo_agropecuario/desertificacao.html

    Chuva Acida


    chuva ácida é um dos grandes problemas ambientais da atualidade. Esse fenômeno é muito comum nos centros urbanos e industrializados, onde ocorre apoluição atmosférica decorrente da liberação de óxidos de nitrogênio (NOx), dióxido de carbono (CO2) e do dióxido de enxofre (SO2), sobretudo pela queima do carvão mineral e de outros combustíveis de origem fóssil.
    É importante ressaltar que a chuva contém um pequeno grau natural de acidez, no entanto, não gera danos à natureza. O problema é que o lançamento de gases poluentes na atmosfera por veículos automotores, indústrias, usinas termelétricas, entre outros, tem aumentado a acidez das chuvas.
    O dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre reagem com as partículas de água presentes nas nuvens, sendo que o resultado desse processo é a formação do ácido nítrico (HNO3) e do ácido sulfúrico (H2SO4). Ao se precipitarem em forma de chuva, neve ou neblina, ocorre o fenômeno conhecido como chuva ácida, que, em virtude da ação das correntes atmosféricas, também pode ser desencadeada em locais distantes de onde os poluentes foram emitidos.
    Entre os transtornos gerados pela chuva ácida estão a destruição de lavouras e de florestas, modificação das propriedades do solo, alteração dos ecossistemas aquáticos, contaminação da água potável, danificação de edifícios, corrosão de veículos e monumentos históricos, etc. De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), cerca de 35% dos ecossistemas do continente europeu foram destruídos pelas chuvas ácidas.
    A maior ocorrência de chuvas ácidas até os anos 1990 era nos Estados Unidos da América (EUA). Contudo, esse fenômeno se intensificou nos países asiáticos, principalmente na China, que consome mais carvão mineral do que os EUA e os países europeus juntos. No Brasil, a chuva ácida é mais comum nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
    Algumas ações são necessárias para reduzir esse problema, tais como a redução no consumo de energia, sistema de tratamento de gases industriais, utilização de carvão com menor teor de enxofre e a popularização de fontes energéticas limpas: energia solar, eólica, biocombustíveis, entre outras.
    Por Wagner de Cerqueira e Francisco
    Graduado em Geografia