sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Inversão Térmica


A inversão térmica é um fenômeno atmosférico muito comum nos grandes centros urbanos industrializados, sobretudo naqueles localizados em áreas cercadas por serras ou montanhas. Esse processo ocorre quando o ar frio (mais denso) é impedido de circular por uma camada de ar quente (menos denso), provocando uma alteração na temperatura.
Outro agravante da inversão térmica é que a camada de ar fria fica retida nas regiões próximas à superfície terrestre com uma grande concentração de poluentes. Sendo assim, a dispersão desses poluentes fica extremamente prejudicada, formando uma camada de cor cinza, oriunda dos gases emitidos pelas indústrias, automóveis, etc.
Esse fenômeno se intensifica durante o inverno, pois nessa época do ano, em virtude da perda de calor, o ar próximo à superfície fica mais frio que o da camada superior, influenciando diretamente na sua movimentação. O índice pluviométrico (chuvas) também é menor durante o inverno, fato que dificulta a dispersão dos gases poluentes.
É importante ressaltar que a inversão térmica é um fenômeno natural, sendo registrada em áreas rurais e com baixo grau de industrialização. No entanto, sua intensificação e seus efeitos nocivos se devem ao lançamento de poluentes na atmosfera, o que é muito comum nas grandes cidades.
Doenças respiratórias, irritação nos olhos e intoxicações são algumas das consequências da concentração de poluentes na camada de ar próxima ao solo. Entre as possíveis medidas para minimizar os danos gerados pela inversão térmica estão a utilização de biocombustíveis, fiscalização de indústrias, redução das queimadas e políticas ambientais mais eficazes.
http://www.brasilescola.com/geografia/inversao-termica.htm

O homem faz o clima. E faz mal.


A interferência do homem pode acelerar em milhares de anos os processos naturais de mudanças climáticas e trazer graves conseqüências à vida na Terra. Se nada for feito para, por exemplo, diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, daqui a um século poderemos viver num ambiente de catástrofe. Essa é a principal conclusão dos relatórios do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima), grupo de mais de 3 000 cientistas que, desde 1991, vem publicando documentos conclusivos sobre o tema (leia no quadro ao lado). “Há fatores que afetam naturalmente o clima”, diz o engenheiro agrônomo Marcelo Rocha, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). “Quanto a eles, a dinâmica do planeta, bem como todas as formas de vida, têm condições de se adaptar. O problema é que a interferência do homem em diversos aspectos da natureza está acelerando esse processo de tal forma que a Terra como um todo não consegue acompanhar.” Fenômenos como a elevação da taxa de emissões de CO2 na atmosfera, que levariam milhares de anos para ocorrer naturalmente de forma significativa, com a mão do ser humano podem atingir picos incontroláveis em poucas décadas, sem que a vida na Terra consiga se adaptar.
O consumo desenfreado e a explosão demográfica têm sido fatores de forte influência entre as atividades humanas que podem gerar graves mudanças climáticas. Se a temperatura não parar de subir, daqui a cerca de 100 anos poderemos ter grandes mudanças na ocorrência de fenômenos como tormentas e furacões. A elevação do nível dos oceanos, conseqüência do aquecimento global, pode levar ao desaparecimento, em menos de um século, de pequenos países de topografia baixa, como as ilhas da Polinésia. O mar pode invadir parte de grandes cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, e se misturar com fontes de água potável, como os rios que nele deságuam, salinizando-as. Águas provenientes do derretimento dos picos das montanhas geladas poderão invadir vales e cidades em seu entorno. Espécies mais sensíveis correm o risco de extinção, causando desequilíbrio nos ecossistemas e nas cadeias alimentares. A ampliação de áreas com temperaturas mais altas pode levar também ao crescimento de regiões expostas a doenças tropicais, como a malária, exigindo investimentos bem maiores em saúde.
O cenário de catástrofe está desenhado. Resta ao homem fazer alguma coisa para evitar a concretização dessas profecias.



O impacto da descoberta

As mudanças climáticas ocorrem pela ação de dois agentes: o homem e a natureza. O primeiro tem tido influência muito maior. Os estudos do IPCC podem embasar os planos de redução do impacto da ação humana

Sustentáculo

Relatórios serviram de basepara o Protocolo de Kioto
A relevância dos estudos sobre mudanças climáticas para projeções sobre o futuro do planeta levou, em 1988, os integrantes do Fórum Mundial de Mudanças Climáticas a tentar reunir tudo o que se publicava sobre o assunto. A idéia foi criar um grupo de cientistas que preparasse relatórios conclusivos para alertar governos e entidades, embasando cientificamente políticas públicas que visem minimizar o impacto das mudanças climáticas.
Assim nasceu o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima, em português). Com três relatórios, lançados a cada cinco anos desde 1991, o IPCC possibilitou uma visão ampla do que pode ou não acontecer à Terra no futuro. Esses documentos serviram de base para a elaboração de importantes políticas públicas, como o Protocolo de Kioto, acordo internacional de proteção ao meio ambiente, firmado em 1997 por 36 países industrializados. Apontar o homem como o maior vilão de muita coisa ruim que pode ocorrer no planeta nos próximos 100 anos vem causando bastante incômodo à classe política. Juntar periodicamente os principais estudos e tirar um documento conclusivo tem sido fundamental para que as pessoas com poder de decisão tenham acesso a um quadro multidisciplinar de como poderá ser o mundo dos nossos netos, se algo não for feito com urgência.
http://super.abril.com.br/ecologia/homem-faz-clima-faz-mal-445167.shtml


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O aquecimento global


Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos. 
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global  está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozôniodióxido de carbonometano, óxido nitroso e  monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famosoefeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.   

Consequências do aquecimento global 

-         Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
-         Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;
-         Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
-         Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças. 

Protocolo de Kyoto
Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

Conferência de Bali 
Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

Conferência de Copenhague - COP-15
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Européia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).  
De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.


oi oi gente *-*


Boooom dia ! tudo bem com vocês ? Então, como vocês viram postamos sobre El ninõ e La ninã. Para vocês entenderem melhor veja este vídeo.

Ilhas de calor


Definição:
Ilhas de calor é o nome que se dá a um fenômeno climático que ocorre principalmente nas cidades com elevado grau de urbanização. Nestas cidades, a temperatura média costuma ser mais elevada do que nas regiões rurais próximas.
Para entendermos melhor este fenômeno climático, podemos usar como exemplo a cidade de São Paulo que é considerada uma ilha de calor. Como esta cidade tem grande concentração de asfalto (ruas, avenidas) e concreto (prédios, casas e outras construções), ela concentra mais calor, fazendo com que a temperatura fique acima da média dos municípios da região. A umidade relativa do ar também fica baixa nestas áreas.
Outros fatores que favorecem o aquecimento da temperatura em São Paulo são: pouca quantidade de verde (árvores e plantas) e alto índice de poluição atmosférica, que favorece a elevação da temperatura.
A formação e presença de ilhas de calor no mundo são negativas para o meio ambiente, pois favorecem a intensificação do fenômeno do aquecimento global.


Medidas para evitar a formação das ilhas de calor urbanas:
-  Plantio de árvores em grande quantidade nas grandes cidades. Criação de parques e preservação de áreas verdes.
- Medidas para diminuir a poluição do ar: diminuição e controle da emissão de gases poluentes pelos veículos e controle de poluentes emitidos por indústrias.

Exemplos de cidades que são ilhas de calor : 
- São Paulo (Brasil)
- Rio de Janeiro (Brasil)
- Nova Iorque (Estados Unidos da América)
- Cidade do México (México)
- Pequim (China)
- Nova Deli (Índia)

A interferência humana


O PODER DA AÇÃO HUMANA

Já não há mais dúvidas de que as mudanças climáticas são intensificadas pelas atividades humanas. A emissão de gases não pára de crescer. O Brasil tem desafios bastante peculiares, sobretudo relacionados ao desmatamento e ao gás metano proveniente da ação dos ruminantes (bovinos, búfalos, cabras e ovelhas). O metano tem capacidade de aquecer a atmosfera até 26 vezes mais do que a do carbono.


A interferência humana

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas Globais (IPCC, na sigla em inglês) o aquecimento global é inequívoco e há mais de 90% de certeza científica de que as alterações no clima são intensificadas pelas atividades humanas. Para chegar a essa conclusão, o IPCC avaliou 577 trabalhos científicos, descrevendo cerca de 80 mil séries de dados, que mostram modificações significativas como recuo de geleiras, alterações de volumes de água em rios, lagos e oceanos. Assim como mudança no comportamento de peixes, aves, mamíferos e outras espécies animais e espécies vegetais.
Segundo diversos estudos, a temperatura média no planeta subiu cerca de 0,7ºC ao longo do século 20, assim como esse aquecimento vem ocorrendo de maneira mais rápida nos últimos 25 anos. A temperatura subiu em velocidade quatro vezes maior do que a média desde 1850.
É interessante registrar que tanto as causas naturais como àquelas atribuídas às atividades humanas estão contempladas nos modelos usados pelos cientistas para reproduzir, de modo geral, a curva de evolução das temperaturas do século 20. Verificou-se que as forçantes antrópicas são o fator dominante entre os anos 1970-2000. Por outro lado, se as modelagens usassem apenas as causas naturais (solar e vulcânica) o cenário provável seria um resfriamento e não um aquecimento global.
Essas informações são fruto da evolução da ciência do aquecimento global, que cresceu bastante nos últimos 20 anos. Com isso as projeções das mudanças climáticas estão cada vez mais saindo do terreno especulativo. Atualmente, o IPCC trabalha com vários modelos que tentam explicar a evolução do clima do sistema terrestre (seu passado e presente) e, em um cenário em que as simulações para o futuro apresentam maior confiabilidade. Contudo é importante entender que as projeções dos modelos climáticos têm muitas limitações, o que não devem ser impedimento para tomadas de decisões e implementação de medidas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas

Fenômenos climáticos El Niño e La Niña

Os fenômenos climáticos El Niño e La Niña são estudados pela climatologia, que até o presente não descobriu por que eles acontecem.

Fenômeno Climático
O nosso planeta vem suportando efeitos climatológicos que influenciam a atmosfera desde tempos antigos até atualmente, porém, esses fenômenos no presente ocorrem numa escala de duração menor, as quais se agravam pelo lançamento de elementos e gases que poluem o meio ambiente e pela exploração exagerada das ações naturais. Entre eles, podemos dar ênfase aos fenômenos climáticosEl Niño e La Niñapresentes em nosso sistema ecológico, que se manifestam em todas as partes da Terra há milhares de anos, porém, não podem ser interferidos pelas ações humanas.

El Niño

EnchenteÉ um fenômeno climático que se desenvolve em períodos de dois a sete anos, manifestando-se semelhantemente a umaquecimento. Ocorre nas águas do Oceano Pacífico, que se encontra próximo ao Equador, afetando diretamente os climas da região e do globo terrestre, alterando assim a velocidade dos ventos, a elevação das águas, o aumento da temperatura e a abundância de chuvas em algumas regiões do planeta.
Quando ocorre este fenômeno, a América do Sul passa por uma mudança de massa de ar, que torna-se muito quente e úmida, principalmente nas áreas noroeste-sudeste do país. No Brasil, ele é responsável pelas enchentes do sudeste, e as secas, presentes na região nordeste.

La Niña

Fenômeno Climático La NiñaEsse fenômeno é o inverso do El Niño, pois caracteriza-se pelo resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, presente na costa do Peru. Modifica as regiões de baixa e alta pressão do país, alterando o direcionamento dos ventos e das massas de ar, variando de intensidade ao longo dos anos. Quando acontece no Brasil, este fenômeno causapassagens de frentes frias, temperaturas medianas na estação do inverno, chuvas abundantes na região nordestina, e outros. Ocorreu pela última vez até o momento nos anos de 1995 e 1996, no país brasileiro.
A causa da ocorrência desses dois fenômenos naturais ainda é desconhecida perante o conhecimento humano, que busca incansavelmente entender todas as oscilações da natureza.